Técnicos portugueses cartografam riqueza geológica de Angola

planageo

O projeto ibérico Planageo, que termina em 2018, e que fará o levantamento de um terço do território angolano, já permitiu aos técnicos portugueses detetar centenas de novas áreas com potencial para a extração mineira.

A dinamização e relançamento do sector mineiro em Angola está a cabo de 15 técnicos portugueses, o número de especialistas que o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) alocou à elaboração do Plano Nacional de Geologia Angolano.

De acordo com os últimos estudos, já foi possível identificar, segundo o Ministro da Geologia e Minas de Angola, centenas de novas áreas com potencial para a extração mineira, nomeadamente ouro, ferro e cobre.

Este projeto ibérico foi lançado em maio de 2014, com o objetivo de fazer um levantamento científico do potencial mineral e geológico do vasto pais africano, para com ele atrair investimento internacional para o sector. Segundo o projeto, Angola tem um potencial de produção de 38 dos 50 minérios mais procurados do mundo.

O projeto está avaliado em 358 milhões de euros e está a ser levado a cabo por três consórcios internacionais. O LNEG faz parte de um consórcio ibérico (apresentando-se a concurso com o organismo homólogo espanhol, o IGME-Instituto geológico e Mineiro de Espanha) a quem foi entregue todo o trabalho referente à zona sul do país, em cerca de um terço do seu território. Para além do consórcio ibérico, os restantes trabalhos foram adjudicados a instituições brasileiras e chinesas.

O caderno de encargos adjudicado ao consórcio ibérico inclui a realização, para os quadrantes sudoeste e sul do quadrante sudeste, de vários trabalhos aéreos que permitiram identificar zonas de potencial interesse geológico, para serem confirmadas depois com análises em terra.

A ideia é elaborar as cartografias geológica, geoquímica e hidrogeológica, bem como proceder à investigação e cartografia de recursos minerais metálicos e de recursos minerais para a construção civil.

O Planageo envolve, também, a construção de dois laboratórios regionais, no Lubango, província da Huíla, no sul do país, e em Saurimo, província da Lunda Sul, no interior norte de Angola, para tratamento e análise de e ainda um laboratório geoquímico central em Luanda.

 

 

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